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terça-feira, 31 de julho de 2012
Agosto amanhã?
De hoje a um ano, como estará a Europa, a união a 27, o Euro, este país Portugal e a vida dos onze milhões que habitam neste rectângulo? Como estará o ensino, a saúde pública, as derrapagens salariais, o desemprego, o previsivel aumento até ao delírio da carga fiscal que reduz a classe média à circusntância de quase penuria? Quantas mais árvores e casas vão ficar carbonizadas, sem se encarar de frente o facto de que pirómanos analfabetos ou débeis mentais devem ter mandantes interessados numa provável "indústria de fogos"? E tantas interrogações nos ocorrem em tropel neste dealbar de Agosto. Entretanto, os portugueses que elegeram este governo estão a ter a paga merecida, pela credulidade com que se eludiram acerca de jótinhas, seus patrocinadores e outras personagens que povoam actualmente a cena política. Verificado já o logro, que foi culpar o ex-primeiro ministro de todos os males da nação e arredores. Porém, aqueles que estavam cientes da cena internacional e da rapina usurária das instâncias financeiras, não se deixaram eludir e não votaram neles. Este, não será um dos pontos fracos da tão glorificada Democracia? Haver uma maioria de interesses económicos matreiros somada à pouca instrução e muita ignorância que instala no governo de um país uns servis mandatários às ordens da usura financeira dos intitulados mercados? "Ir para além da troika", aumentando os iva(s) à restauração, cortando subsídios, comprometendo gravemente o consumo e os pequenos empresários e por via disso diminuir a receita fiscal é governar pessimamente um país em crise económica. E convém não esquecer as histórias mal contadas das público-privadas, de BPN, privatizações escuras, submarinos e outros sorvedouros. Não é preciso ser economista para perceber isto. O resto, o grande resto prevê-se triste: o ensino superior, as universidades, a investigação, etc, ou seja, tudo que faz a diferença entre um país de mentes esclarecidas ou de meros empregados de turismo da Europa.
quarta-feira, 20 de junho de 2012
Inadmissível ou ilícito?
A hipocrisia semântica que fede nas recentes conclusões da ERC, embora com dois conselheiros votando vencidos no denominado caso Relvas, é lamentável e repelente. Como é que alguma coisa pode não ser admissível para uma comunidade democrática, não sendo ilícita? Quererá dizer que a legislação admite comportamentos inadmissíveis, quando o agente desse comportamento é pela sua importância política um inimputável?
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Democracia?
Antes de terem a lata de falar em Democracia, apercebam-se do horror de certos regimes arcaicos, onde impera o poder patriarcal e teocrático. Primeiro urge anular esses poderes iníquos e bárbaros.
Isto nem a um animal se faria e nenhuma condenação à morte resgataria tamanha monstruosidade.
Bibi Aisha tinha dezoito anos quando teve a infeliz ideia de se queixar de maus tratos conjugais.
Isto nem a um animal se faria e nenhuma condenação à morte resgataria tamanha monstruosidade.
Bibi Aisha tinha dezoito anos quando teve a infeliz ideia de se queixar de maus tratos conjugais.
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Fobias?
Há poucos dias ouvi um senhor do BE verberar a "islamofobia" que grassava por aí. É um vocábulo que ainda não conhecia. É caso para perguntar ao cavalheiro se não é legítimo ter mais que fobia, ou seja, horror a estas práticas tão disseminadas no mundo islâmico e até, nas comunidades que emigram para a Europa, incluindo Portugal.
Isto para já não falar de outros "multiculturalismos" humilhantes e subalternizantes em matéria de direitos humanos, para o género feminino.
É absolutamente hipócrita e até nojenta, a impassividade dos numerosos comentadores das recentes movimentações no mundo mulçumano, a encher a boca com a palavra democracia, sem fazer a mínima alusão à situação das cidadãs desse mundo. Haverá democracia digna desse nome, que possa coexistir com costumes bárbaros e atávicos? E são logo os senhores do BE (e as senhoras?) que vêm falar de islamofobia?
A cegueira anti-americana e anti-Ocidente, Ocidente esse de que afinal fazem parte e sem cuja tradição libertária não poderiam expressar as suas bravatas, é de tal forma obnibuladora, que apetece mandá-los emigrar para essas civilizações, contrairem uniões com senhoras veladas da cabeça aos pés e terem meninas que, aos nove anos, sejam brutalmente mutiladas para toda a vida.
Isto para já não falar de outros "multiculturalismos" humilhantes e subalternizantes em matéria de direitos humanos, para o género feminino.
É absolutamente hipócrita e até nojenta, a impassividade dos numerosos comentadores das recentes movimentações no mundo mulçumano, a encher a boca com a palavra democracia, sem fazer a mínima alusão à situação das cidadãs desse mundo. Haverá democracia digna desse nome, que possa coexistir com costumes bárbaros e atávicos? E são logo os senhores do BE (e as senhoras?) que vêm falar de islamofobia?
A cegueira anti-americana e anti-Ocidente, Ocidente esse de que afinal fazem parte e sem cuja tradição libertária não poderiam expressar as suas bravatas, é de tal forma obnibuladora, que apetece mandá-los emigrar para essas civilizações, contrairem uniões com senhoras veladas da cabeça aos pés e terem meninas que, aos nove anos, sejam brutalmente mutiladas para toda a vida.
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Ditaduras laicas ou teocracias?
Entre umas e outras, venha o Diabo e escolha. Até nem sei se as segundas, as teocracias, não serão mais difíceis de suportar. Isto porque, nas ditaduras laicas, ainda se pode clamar contra a infracção dos Direitos Humanos ou supressão da liberdade de expressão ou outros direitos cívicos, próprios da sociedade civil. Porém, nas teocracias, defrontamo-nos com leis divinas, que estão desde sempre regulamentadas e que nenhum tribunal internacional dos direitos humanos pode contestar ou julgar.
Anda para aí muita gente entusiasmadíssima com as revoltas islâmicas, mas não se esqueçam que 40 por cento dos egípcios vive com menos de dois euros e meio por dia, o que deixa campo de manobra e evangelização para os irmãos muçulmanos lavarem o cérebro aos rapazinhos (sempre os rapazes) nas escolas corânicas, em troco de alimentação e agasalho.
Portanto, é de recear que, apesar da vertente sunita em maioria no Egipto, este país se transforme numa espécie de novo Irão, onde a seguir à queda do Xá, também se clamou por revolução e queda de corruptos. Lá vão aparecer as chárias e as fatwas e todo o cortejo dantesco de valores e leis arcaicas, apesar das internets e dos facebooks, muito fáceis de interceptar.
Quem poderá acreditar em valores democráticos, vindos de juventude educada em escolas corânicas? As elites, educadas no Ocidente, nada vão poder contra muitos milhões islamizados.
Finalizo lamentando que tão poucos comentadores se refiram à miserável situação das mulheres nestas culturas. Esta revolta não parece de bom augúrio para as cidadãs islâmicas. Se Alá quisesse que andassem toda a vida de cara tapada, certamente teria criado embriões femininos com burka.
Anda para aí muita gente entusiasmadíssima com as revoltas islâmicas, mas não se esqueçam que 40 por cento dos egípcios vive com menos de dois euros e meio por dia, o que deixa campo de manobra e evangelização para os irmãos muçulmanos lavarem o cérebro aos rapazinhos (sempre os rapazes) nas escolas corânicas, em troco de alimentação e agasalho.
Portanto, é de recear que, apesar da vertente sunita em maioria no Egipto, este país se transforme numa espécie de novo Irão, onde a seguir à queda do Xá, também se clamou por revolução e queda de corruptos. Lá vão aparecer as chárias e as fatwas e todo o cortejo dantesco de valores e leis arcaicas, apesar das internets e dos facebooks, muito fáceis de interceptar.
Quem poderá acreditar em valores democráticos, vindos de juventude educada em escolas corânicas? As elites, educadas no Ocidente, nada vão poder contra muitos milhões islamizados.
Finalizo lamentando que tão poucos comentadores se refiram à miserável situação das mulheres nestas culturas. Esta revolta não parece de bom augúrio para as cidadãs islâmicas. Se Alá quisesse que andassem toda a vida de cara tapada, certamente teria criado embriões femininos com burka.
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
Qual compaixão?
A propósito do poema de José Miguel Silva, do livro Erros individuais, aqui reproduzido abaixo, noutro post, em que se alude ao compadecimento cristão, veio-me à memória um trecho do romance de Milan Kundera, A Insustentável Leveza do Ser, em que este autor faz uma análise do conceito de compaixão segundo as culturas latinas e germânicas, servindo-se de uma perspectiva filológica.
Passo a reproduzir um texto da Wikipédia em português, sobre o tema:
"Um capítulo inteiro é dedicado à questão da atitude humana de compaixão. Sob uma perspectiva filológica, Kundera compara o sentido da expressão nas línguas latinas e nas línguas germânicas, e as implicações dessa nuance de sentido na vida psicológica e sentimental dos indivíduos.
"Kundera afirma que as derivações latinas da palavra compaixão significam simplesmente piedade, um sentimento que se impõe quando um indivíduo está em posição de superioridade frente a um outro que sofre. Assim, a compaixão torna-se uma relação de poder dominadora, na qual um indivíduo se sobrepõe sobre outro, podendo oferecer-lhe sua compaixão como um presente, sem porém compartilhar do sentimento que leva o próximo a sofrer.
"Nas línguas germânicas, porém, compaixão assume um sentido de "co-sentimento": o indivíduo que sente compaixão sofre junto com o seu próximo, o mesmo sentimento. Para Kundera, a compaixão é muito mais terrível do que a piedade porque a incapacidade humana de transpor os limites da subjetividade faz com que o sentimento careça de um certo esforço imaginativo que quase sempre multiplica a dor do próximo, fazendo-a mesmo maior ..."
Passo a reproduzir um texto da Wikipédia em português, sobre o tema:
"Um capítulo inteiro é dedicado à questão da atitude humana de compaixão. Sob uma perspectiva filológica, Kundera compara o sentido da expressão nas línguas latinas e nas línguas germânicas, e as implicações dessa nuance de sentido na vida psicológica e sentimental dos indivíduos.
"Kundera afirma que as derivações latinas da palavra compaixão significam simplesmente piedade, um sentimento que se impõe quando um indivíduo está em posição de superioridade frente a um outro que sofre. Assim, a compaixão torna-se uma relação de poder dominadora, na qual um indivíduo se sobrepõe sobre outro, podendo oferecer-lhe sua compaixão como um presente, sem porém compartilhar do sentimento que leva o próximo a sofrer.
"Nas línguas germânicas, porém, compaixão assume um sentido de "co-sentimento": o indivíduo que sente compaixão sofre junto com o seu próximo, o mesmo sentimento. Para Kundera, a compaixão é muito mais terrível do que a piedade porque a incapacidade humana de transpor os limites da subjetividade faz com que o sentimento careça de um certo esforço imaginativo que quase sempre multiplica a dor do próximo, fazendo-a mesmo maior ..."
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Secretas transparências?
O que será a evidência da verdade? Estaremos de volta aos "universais" do tempo grego ou renascimental? Às univocidades? Se "evidências" são muito difíceis de concatenar, a famigerada verdade, que já o tal governador da Judeia perguntava ao doce rabi o que era, é de uma infantilidade atroz e de um pensamento básico ter a pretensão de a atingir. Mesmo no plano jurídico se sabe que a "verdade processual" é algo diferente do tal absoluto verdadeiro...
Outra coisa que é irritante no planeta wikileakense e em certos discursos políticos demagógicos, é a noção de transparência. Essas "transparências" são frequentemente um logro. Por alguma razão o pensamento humano é inviolável e secreto; o que estamos a pensar no momento, ou em todos os momentos, é inacessível a toda a gente.
Há, portanto, uma séria ambiguidade entre o que deverá ser da ordem do confidencial ou do domínio público. Ainda não se sabe onde todos estes movimentos em rede vão aportar; porque, se por um lado é muito louvável contribuir para o conhecimento de genocídios e outras atrocidades, por outro, não é de todo equitativo demonizar o poder norte-americano sem possibilidades de entrar nos nefastos horrores de outras super-potências e multiculturalismos medievais que pululam no mundo. Para já não falar naqueles pormenores de imprensa cor-de-rosa sobre as festas selvagens de Berlusconis e enfermeiras loiraças de outros "imperadores" terceiro-mundistas.
Vamos esperar para ver, mas, entretanto, não nos imponham pseudo-moralismos e crenças "ingénuas".
sábado, 13 de fevereiro de 2010
Polvos & Lulas ?
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"Penso que em Portugal quem tem o verdadeiro poder não são os políticos nem o governo. Acho que os grupos de comunicação social têm mais poder do que os políticos porque têm os meios e os instrumentos para aquilo que é básico: construir as convicções"
Proença de Carvalho
em entrevista ao jornal "I"
"Penso que em Portugal quem tem o verdadeiro poder não são os políticos nem o governo. Acho que os grupos de comunicação social têm mais poder do que os políticos porque têm os meios e os instrumentos para aquilo que é básico: construir as convicções"
Proença de Carvalho
em entrevista ao jornal "I"
domingo, 7 de fevereiro de 2010
A Grande Música faz esquecer a chunguice
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Ontem, Sábado, fui à Casa da Música, assistir a um concerto da Orquestra Nacional do Porto.
Enquanto ouvia Schubert, interroguei-me se estaria no mesmo país onde grassa a estrumeira jornalística e onde uns troca-tintas ditos "de esquerda" se aliam a Bokassas madeirenses.
Não estava. No país sonoro da Grande Música, essas nojeiras são desconhecidas.
Ontem, Sábado, fui à Casa da Música, assistir a um concerto da Orquestra Nacional do Porto.
Enquanto ouvia Schubert, interroguei-me se estaria no mesmo país onde grassa a estrumeira jornalística e onde uns troca-tintas ditos "de esquerda" se aliam a Bokassas madeirenses.
Não estava. No país sonoro da Grande Música, essas nojeiras são desconhecidas.
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
O Presidente de Todos os Portugueses
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Já não há pachorra para mais esta chateza democrática. Mais slogans, mais cartazes, mais apoios, mais comezainas de solidariedade.Não é que o economista Sr. Silva, mais a sua tribo de Manelas, Marias, Limas e Loureiros, alguma vez represente "o esplendor de Portugal", mas é que estamos fartos de votar sempre CONTRA.
Votei contra o Rio, a Direita e agora é para votar contra o Silva.
Um Presidente de TODOS os Portugueses?
Mais uma asserção retórico-indigente, que na prática diária não quer dizer nada. E ainda menos numa desencantada análise acerca de sistemas políticos, possíveis.
Já não há pachorra para mais esta chateza democrática. Mais slogans, mais cartazes, mais apoios, mais comezainas de solidariedade.Não é que o economista Sr. Silva, mais a sua tribo de Manelas, Marias, Limas e Loureiros, alguma vez represente "o esplendor de Portugal", mas é que estamos fartos de votar sempre CONTRA.
Votei contra o Rio, a Direita e agora é para votar contra o Silva.
Um Presidente de TODOS os Portugueses?
Mais uma asserção retórico-indigente, que na prática diária não quer dizer nada. E ainda menos numa desencantada análise acerca de sistemas políticos, possíveis.
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
"Texto-tagarela"?
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Há dias, relendo Barthes, no seu "O Prazer do Texto", reencontrei a definição ajustada para certas "escrevências" (outra definição barthesiana), com que, às vezes nos deparamos, nas livrarias, nos suplementos cultuirais e nos blogues; pequenos intimismos familiaes pacóvios, ou ainda mais pacóvios e mesquinhos incidentes de trabalho ou de cama, alinhavados com "boutades" de pechisbeque e topónimos ou antropónimos reconhecíveis, para dar uma ideia de actualidade e de novo.
Velho esquema, que nem nos dá o prazer do reencontro com os topos culturais, nem a fruição sobressaltada do inusual, do que sendo fora-de-si, será também fora-de-nós.
Há dias, relendo Barthes, no seu "O Prazer do Texto", reencontrei a definição ajustada para certas "escrevências" (outra definição barthesiana), com que, às vezes nos deparamos, nas livrarias, nos suplementos cultuirais e nos blogues; pequenos intimismos familiaes pacóvios, ou ainda mais pacóvios e mesquinhos incidentes de trabalho ou de cama, alinhavados com "boutades" de pechisbeque e topónimos ou antropónimos reconhecíveis, para dar uma ideia de actualidade e de novo.
Velho esquema, que nem nos dá o prazer do reencontro com os topos culturais, nem a fruição sobressaltada do inusual, do que sendo fora-de-si, será também fora-de-nós.
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
"Deus não é boa pessoa"?
Saramago, que nunca foi santo da minha devoção, afunda-se a propósito do seu "Caim", num grotesco e simplório jacobinismo.
O conceito de "pessoa" e "divindade", pelo menos para um Nobel da Literatura, devia merecer alguma lucidez. "Pessoa" é mortal, material, finita; "divindade" é imortal, imaterial, infinita. Falo de conceitos e "topos" culturais e não de "verdades" ou crenças acéfalas..
Que seria da Cultura Ocidental sem os temas bíblicos?
Lembram-se de "Sôbolos Rios" ou de "Sete anos de pastor Jacob servia"? E Dante? E Bach? E o "Requiem" de Mozart? E de tantos outros génios?
Com isto não aprovo Sousas Laras nem outros Torquemadas de pacotilha. Mas a Literatura Portuguesa merecia um Nobel melhor.
O conceito de "pessoa" e "divindade", pelo menos para um Nobel da Literatura, devia merecer alguma lucidez. "Pessoa" é mortal, material, finita; "divindade" é imortal, imaterial, infinita. Falo de conceitos e "topos" culturais e não de "verdades" ou crenças acéfalas..
Que seria da Cultura Ocidental sem os temas bíblicos?
Lembram-se de "Sôbolos Rios" ou de "Sete anos de pastor Jacob servia"? E Dante? E Bach? E o "Requiem" de Mozart? E de tantos outros génios?
Com isto não aprovo Sousas Laras nem outros Torquemadas de pacotilha. Mas a Literatura Portuguesa merecia um Nobel melhor.
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Outono - Sócrastes venceu campanhas "ad hominem" - 5 de Outubro - "génios" da cultura de massas.
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Outono adentro.
Retorno a este canhenho de sinais, não-diário.
Sinais resumidos:
-Sócrates eleito, apesar das campanhas "ad hominem".
- Aniversário do 5 de Outubro de 1910.
Viva a República!!!
- Beatério fadístico.
Confusões discutíveis entre "génios", cultura pop e de massas.
Não passo sem Mozart nem Pessoa, mas passo bem sem a Amália.
Ainda nos "restam" o Marceneiro, a Hermínia, etc
Outono adentro.
Retorno a este canhenho de sinais, não-diário.
Sinais resumidos:
-Sócrates eleito, apesar das campanhas "ad hominem".
- Aniversário do 5 de Outubro de 1910.
Viva a República!!!
- Beatério fadístico.
Confusões discutíveis entre "génios", cultura pop e de massas.
Não passo sem Mozart nem Pessoa, mas passo bem sem a Amália.
Ainda nos "restam" o Marceneiro, a Hermínia, etc
segunda-feira, 29 de junho de 2009
Morte da convulsa pop-star ?

Michael Jackson, essa figura do show-business, convulsiva e bizarramente andrógina, (há outras androginias belas) desapareceu enquanto ser vivo.
Impressionante o coro de lamentações dos fãs, com certeza proporcional à receita pop- musical e cénica, energeticamente electrizante de que foi capaz.
Porventura, as suas características foram ao encontro de tendências e projeçcões das últimas décadas. Menos para aqueles (e muitos milhões devem ser sobre a Terra), para quem não representou absolutamente nada.
Nota: imagem colhida no blogue "Mainstreet".
sexta-feira, 26 de junho de 2009
"Rebeliar-se" ?
__________
Ó Dr.ª Manuela Ferreira Leite, eu também me "rebelio", contra as suas faltas de concordância verbal, os seus pleonasmos, o seu parco vocabulário e sobretudo contra a indigência de ideias que o seu psitacismo político-partidário põe a nu.
Ó Dr.ª Manuela Ferreira Leite, eu também me "rebelio", contra as suas faltas de concordância verbal, os seus pleonasmos, o seu parco vocabulário e sobretudo contra a indigência de ideias que o seu psitacismo político-partidário põe a nu.
sexta-feira, 19 de junho de 2009
IRÃO...irão?
(imagem copiada de:http://weber.blogs.sapo.pt/
que gentilmente postou este meu circunstancial comentário)
Young woman
Where is your vote?
Where is the vote of all my life
For your freedom
For our freedom?
domingo, 17 de maio de 2009
"CA(R)AS"/ CAMAS ?
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Hoje, tive de ir a um desses sítios onde se oferece para leitura, aos clientes, a chamada imprensa cor-de-rosa.
Passaram-me para as mãos uma tal coisa chamada "Caras", edição recente, que exibia na capa a foto de um jogador de futebol conhecido, com a nubente ao lado, uma modelo tuga, em vestido branco e adiantado estado de gravidez, de segundo noticiavam, um segundo filho do casal.
Para lá do evidente mau-gosto pseudo-libertário, da capa, entreabri a colorida publicação. Noventa por cento dos títulos e notícias ilustradas, versavam: "novos e novas namoradas, rumores de divórcios, casamentos, separações". Umas "CA(R)AS que deviam trocar o "R" pelo "M".
Voltando à gravidez alva da nubente, lembrei-me de um êxito musical da Brodway, da Barbara Streitsand, emtrando em cena vestida de noiva, com um grande barrigão e cantando:
"Sou o mais vivo retrato da sua louca paixão", a que se seguiam estrepitosas gargalhadas da assistência.
Por que será que, grande parte das vezes, a liberdade e o dinheiro só servem para estas merdas?
Hoje, tive de ir a um desses sítios onde se oferece para leitura, aos clientes, a chamada imprensa cor-de-rosa.
Passaram-me para as mãos uma tal coisa chamada "Caras", edição recente, que exibia na capa a foto de um jogador de futebol conhecido, com a nubente ao lado, uma modelo tuga, em vestido branco e adiantado estado de gravidez, de segundo noticiavam, um segundo filho do casal.
Para lá do evidente mau-gosto pseudo-libertário, da capa, entreabri a colorida publicação. Noventa por cento dos títulos e notícias ilustradas, versavam: "novos e novas namoradas, rumores de divórcios, casamentos, separações". Umas "CA(R)AS que deviam trocar o "R" pelo "M".
Voltando à gravidez alva da nubente, lembrei-me de um êxito musical da Brodway, da Barbara Streitsand, emtrando em cena vestida de noiva, com um grande barrigão e cantando:
"Sou o mais vivo retrato da sua louca paixão", a que se seguiam estrepitosas gargalhadas da assistência.
Por que será que, grande parte das vezes, a liberdade e o dinheiro só servem para estas merdas?
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
"O Natal aos melhores preços?"
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Não se pode abrir um aparelho de televisão ou rádio, entrar em lojas e centros comerciais, abrir a caixa do correio. "O Natal aos melhoresa preços" persegue-nos.
Até já ouvi uma versão do "Silent Night" com a palavra "Porsche" repetida como letra da música, anunciando o sorteio de um bólide dessa marca, entre os clientes natalícios.
Simplesmente obsceno e ridículo. Então o Bom Jesus, o tal das palhinhas, cuja família se deslocava em jumento, já serve para publicidade de grande cilindrada?
Não sou saudosista de tempos idos, mas a simbologia do tempo e temas de Natal deterioraram-se a tal ponto, que apetece emigrar, nesta época, para sítios onde a historinha de Belém não exista. Nem o vergonhoso mercantilismo hipócrita em que se transformou.
Isto não significa que em séculos passados o fanatismo e as diversas inquisições e oligarquias fossem menos hipócritas. A "bondade" humana (e divina) é um mito.
Era bem melhor se as festividades natalícias se chamassem apenas "Solstício de Inverno", aludindo aos primórdios da Civilização, onde tudo, ainda era possível.
Não se pode abrir um aparelho de televisão ou rádio, entrar em lojas e centros comerciais, abrir a caixa do correio. "O Natal aos melhoresa preços" persegue-nos.
Até já ouvi uma versão do "Silent Night" com a palavra "Porsche" repetida como letra da música, anunciando o sorteio de um bólide dessa marca, entre os clientes natalícios.
Simplesmente obsceno e ridículo. Então o Bom Jesus, o tal das palhinhas, cuja família se deslocava em jumento, já serve para publicidade de grande cilindrada?
Não sou saudosista de tempos idos, mas a simbologia do tempo e temas de Natal deterioraram-se a tal ponto, que apetece emigrar, nesta época, para sítios onde a historinha de Belém não exista. Nem o vergonhoso mercantilismo hipócrita em que se transformou.
Isto não significa que em séculos passados o fanatismo e as diversas inquisições e oligarquias fossem menos hipócritas. A "bondade" humana (e divina) é um mito.
Era bem melhor se as festividades natalícias se chamassem apenas "Solstício de Inverno", aludindo aos primórdios da Civilização, onde tudo, ainda era possível.
sábado, 27 de setembro de 2008
O "marxismo azul" ?
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Estamos perplexos com esta inversão de "credos":
O próprio Bush - corifeu personificador do primado do Mercado sobre o Estado - a querer estatizar a "catástrofe!":)))))))))))))
Estamos perplexos com esta inversão de "credos":
O próprio Bush - corifeu personificador do primado do Mercado sobre o Estado - a querer estatizar a "catástrofe!":)))))))))))))
domingo, 14 de setembro de 2008
"NOVÍSSIMOS" ?
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Dois pequeno excertos de um artigo de Luís Miguel Queirós, acerca de novos autores de poesia, publicado no suplemento Ípsilon do jornal Público de sexta-feira, última.
(...)
Serve isto também para dizer que a lista de "novíssimos" que vamos propor, deveria, em boa verdade, destinar-se a quem já leu o que importa dos novos, dos de meia-idade e dos mais velhos. Até porque não há outro meio de aferir se estes não serão apenas "novíssimos" em idade.
(...)
Muitos padecem como seria de esperar, de fragilidades de construção formal (...)
Mas boa parte destes poetas tem coisas a dizer e di-las com uma energia que prende o leitor, o que é já bastante mais do que se pode afirmar de um número considerável de maçadores em verso com livros publicados.
(...)
__________________________________
Dois pequeno excertos de um artigo de Luís Miguel Queirós, acerca de novos autores de poesia, publicado no suplemento Ípsilon do jornal Público de sexta-feira, última.
(...)
Serve isto também para dizer que a lista de "novíssimos" que vamos propor, deveria, em boa verdade, destinar-se a quem já leu o que importa dos novos, dos de meia-idade e dos mais velhos. Até porque não há outro meio de aferir se estes não serão apenas "novíssimos" em idade.
(...)
Muitos padecem como seria de esperar, de fragilidades de construção formal (...)
Mas boa parte destes poetas tem coisas a dizer e di-las com uma energia que prende o leitor, o que é já bastante mais do que se pode afirmar de um número considerável de maçadores em verso com livros publicados.
(...)
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