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«Se leio com prazer esta frase, esta história ou esta palavra, é porque todas foram escritas no prazer (este prazer não entra em contradição com os lamentos do escritor). Mas o contrário? O escrever no prazer garantir-me-á - a mim escritor - o prazer do meu leitor? De modo nenhum. Esse leitor é necessário que eu o procure, (que eu o "engate"). Sem saber onde ele está. Cria-se então um espaço da fruição. Não é a "pessoa" do outro que me é necessária, é o espaço: a possibilidade de uma dialéctica do desejo, de uma imprevisão do fruir: que os dados não estejam lançados, que exista um jogo».
BARTHES, Roland, O Prazer do Texto, ed. 70, Lisboa, 1980, p. 37
Edição original: Le Plaisir du Texte, Éditions du Seuil, Paris, 1973
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sábado, 12 de dezembro de 2009
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Excertos desconhecidos
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Não faço versos por vaidade literária. Faço-os pela mesma razão por que o pinheiro faz resina, a pereira, peras e a macieira, maçãs: é uma simples fatalidade orgânica.
Guerra Junqueiro
(in prefácio à 2.ª edição de "A Velhice do Padre Eterno")
Não faço versos por vaidade literária. Faço-os pela mesma razão por que o pinheiro faz resina, a pereira, peras e a macieira, maçãs: é uma simples fatalidade orgânica.
Guerra Junqueiro
(in prefácio à 2.ª edição de "A Velhice do Padre Eterno")
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