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terça-feira, 10 de julho de 2012
Licenciatura
Miguel Relvas numa das salas da Universidade Lusófona, pede licença para entrar. Responde o professor: está licenciado.
terça-feira, 30 de novembro de 2010
Observatório de maridos assassinados

Acham? Claro que este título é uma boutade ao Observatório de Mulheres Assassinadas da UMAR. Com coisas sinistras não se brinca, não é? Mas até apetece.
Mulheres do meu País, amazonas, Marias da Fonte, Padeiras de Aljubarrota, donzelas guerreiras da tradição oral e demais mulheres de armas: dêem-lhes com o que têm à mão - panelas, frigideiras, baldes, computadores, esfregonas, tampas de sanita (que eles deixam sempre levantadas), etc. Então há ou não há igualdade???
Aqui fica o link.
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
A retórica rançosa do ritual grevista

No contexto português actual, em que se importa 80% dos bens de consumo, com a consequente subida da dívida e dos juros da agiotagem financeira internacional, organizar greves ditas gerais é comparável a ministrar um laxante a um indivíduo que sofre de diarreia crónica.
Já não se aguentam essas retóricas "proletárias" (cada vez com menos prole), made na extinta URSS, tipo: jornada de luta, povo trabalhador, os patrões malvados que comem o lombo e deixam o osso para os pobrezinhos e assim por diante.
Os denominados piquetes de greve não são mais do que grupos de intimidação organizada, pastoreados pelos gurus sindicalistas, que impedem muita gente de se apresentar nos postos de trabalho, para assim, no final da "jornada de luta", exibirem volumosas percentagens de aderência à greve.
Sei de professores que, dias antes, começaram a ser intimidados por colegas e a receber emails dizendo que os "esperavam no átrio". Ouvi igualmente depoimentos de funcionários que se apresentaram no local de trabalho, mas só porque o porteiro, que tinha as chaves das instalações, estava de greve, não puderam trabalhar, aumentando assim, mais uma vez a percentagem para as estatísticas.
E são estes senhores que denunciam a autocracia, as pressões ilegítimas, a prepotência! Mas, o mais confrangedor, é o irrealismo perante a situação internacional, europeia e portuguesa. Se Portugal não tiver quem lhe fie para aquecer-se no Inverno, meter gasolina nos popós e comprar bens alimentares, quero ver para que caixote do lixo vai esta retórica rançosa e anacrónica. É tempo de se actualizarem.
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Quatro Primeiras-Damas e vinte e dois filhos

Coabitam na residência oficial do Presidente sul-africano, Jacob Zuma, e entram no orçamento do Estado. Os argumentos multiculturalistas não bastam para apagar o primarismo burlesco e um pouco triste da situação, quando nos lembramos que governado por esta ostensiva e dispendiosa poligamia, existe um povo com baixos índices de subsistência.
Para aquelas pessoas que gostam de se iludir acerca da paridade ou igualdade dos géneros, aqui está um bom exemplo, muito semelhante ao que se passa nos galinheiros e selvas deste mundo:
Expresso, 11.09.2010 - "O Mundo dos Outros", por José Cutileiro
O Presidente Jacob Zuma vai casar com Bongiwe Gloria Ngema que o acompanhou recentemente numa visita oficial à China, lhe dará no começo do ano que vem o seu vigésimo segundo filho e será a quarta primeira-dama da África do Sul (em simultâneo). O vigésimo primeiro nasceu à segunda primeira-dama há menos de três semanas. Alguns outros nasceram fora dos casamentos do pai a namoradas de pouca dura e o Estado não tem obrigações para com eles e respectivas mães - mas tem para com as mulheres legítimas do seu chefe e a prole destas. Serão em breve quatro, embora possam vir a ser mais: Zuma é zulu; os zulus são ciosos dos seus costumes, que incluem um rei - Sua Majestade Goodwill Zwelithine, que reina e tem corte num canto da província do Natal da RAS (...).
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Toponímia da alarvidade

Não deixa de ser caricato o resultado da votação camarária que vetou o nome de José Saramago, como topónimo, para a cidade do Porto. Como portuense, bisneta de portuenses, não deixo de me indignar por semelhante palermice e incoerência cultural. A pequenez conceptual desta gente é tão ridícula, que não entendem que com estas atitudes só mostram de maneira muito eficaz que não percebem a importância da Lusofonia e do Prémio Nobel que a distinguiu e que será sempre um valor inapagável para a nossa Cultura.
Pergunto-me que primazia, na vasta toponímia da cidade do Porto, terão nomes de ruas como Rua Nova, para não falar nas dezenas consagradas a nomes de santos, que já não se identificam muito bem, pois há vários santos com o mesmo nome, como Santa Helena e Santa Isabel, só a título de exemplo.
Nem sempre um acto cultural é dispendioso, como prega a actual presidência da câmara municipal do Porto. Ora aqui está um que pouco ou nada lhe custaria; mas para isso, a dimensão intelectual teria de ser outra.
Câmara do Porto nega nome de rua a Saramago
JN 2010-07-14
CARLA SOFIA LUZ
A maioria PSD/PP, liderada por Rui Rio, que gere a Câmara do Porto recusou fazer uma homenagem póstuma a José Saramago. A proposta partiu da CDU. O vereador Rui Sá sugeriu que o escritor fosse agraciado com a atribuição do seu nome a uma rua do Porto.
Mas a sugestão não foi acolhida pela coligação, que, de acordo com o comunista, não justificou o chumbo. A rejeição foi decidida, ontem, de manhã, no momento da apreciação do voto de pesar pela morte de José Saramago, apresentado por Rui Sá na reunião do Executivo portuense.
A maioria PSD/PP entendeu que a votação deveria ter dois momentos. O primeiro visava o reconhecimento do contributo do escritor para a “divulgação e o prestígio de Portugal” e a apresentação de condolências à família.
A CDU e o PS optaram pelo voto favorável, o presidente e cinco vereadores do PSD/PP abstiveram-se e Manuel Sampaio Pimentel (PP) votou contra.
O segundo momento recomendava a homenagem a Saramago, propondo a atribuição do nome do escritor a uma rua da cidade. No entanto, a recomendação foi chumbada por Rui Rio e pelos seis vereadores do PSD/PP. O vereador socialista Vilhena Pereira optou pela abstenção, enquanto os restantes autarcas da CDU e do PS mantiveram o voto favorável.
O chumbo deixou Rui Sá “chocado”, lamentando que, na liderança de uma “cidade liberal como o Porto”, estejam “os seguidores de Sousa Lara”.
quarta-feira, 12 de maio de 2010
O fadinho do futebol e fátima
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A capital do país está, por estes dias, transformada numa aldeola embebedada de futebol e fátima. Cumpre-se ou continua a cumprir-se a famigerada sina dos três efes, com o fundo musical nem sempre inocente de miserabilismos tardo-masoquistas.
Outros países tiveram trios de iniciais definidoras: a Alemanha nazi, que patrocinava para as mulheres os três "k" (primeira letra das palavras, que em língua alemã significam crianças, cozinha e igreja). Também para a Finlândia se propôs a regra dos três "s": sauna,sexo e Sibelius; mas estes sempre inventaram a "Nokia".
António Costa, autarca da capital, que considero um homem inteligente e lúcido, mais parecia um presidente da junta da Alguidares de Baixo, nos panegíricos tecidos a uma equipa de futebol,
à qual Lisboa muito deve...
RIDÍCULO!!!
Lisboa deve a Pessoa, Eça, Cesário, Garrett, Camões...
Outra interessante foi ver Bento XVI dar a comunhão a um grupo restrito de "eleitos". É que nisto de "queridos irmãos", há sempre uns mais irmãos que outros. E não são os sem-abrigo...
Na próxima função com multidões, em Fátima, a máscara vai descair, para condenar o direito das mulheres a deixarem habitar ou não o próprio ventre, deformar o corpo, perder adolescências, empregos e carreiras, e condenar também as novas formas de família.
A capital do país está, por estes dias, transformada numa aldeola embebedada de futebol e fátima. Cumpre-se ou continua a cumprir-se a famigerada sina dos três efes, com o fundo musical nem sempre inocente de miserabilismos tardo-masoquistas.
Outros países tiveram trios de iniciais definidoras: a Alemanha nazi, que patrocinava para as mulheres os três "k" (primeira letra das palavras, que em língua alemã significam crianças, cozinha e igreja). Também para a Finlândia se propôs a regra dos três "s": sauna,sexo e Sibelius; mas estes sempre inventaram a "Nokia".
António Costa, autarca da capital, que considero um homem inteligente e lúcido, mais parecia um presidente da junta da Alguidares de Baixo, nos panegíricos tecidos a uma equipa de futebol,
à qual Lisboa muito deve...
RIDÍCULO!!!
Lisboa deve a Pessoa, Eça, Cesário, Garrett, Camões...
Outra interessante foi ver Bento XVI dar a comunhão a um grupo restrito de "eleitos". É que nisto de "queridos irmãos", há sempre uns mais irmãos que outros. E não são os sem-abrigo...
Na próxima função com multidões, em Fátima, a máscara vai descair, para condenar o direito das mulheres a deixarem habitar ou não o próprio ventre, deformar o corpo, perder adolescências, empregos e carreiras, e condenar também as novas formas de família.
domingo, 28 de fevereiro de 2010
A última vez que vi «O Eixo do Mal»
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Hoje, foi a última vez que assisti a este prograna da Sic-N.Já tinha reparado, com algum desgosto, que Clara Ferreira Alves,sem dúvida o elemento mais lúcido, se estava a realinhar com interesses corporativos.
Hoje, ouvi um dos restantes bobos engasgar-se com a palavra "ignomínia" proferida por Sócrates na entrevista de MST. Um triste arremedo de ignorância.
Parecem todos umas velhas catequistas do Estado Novo, eles e a tropa fandanga das comentadeiras e jornaleiras que gritam: O MENINO MENTIU!
Para mim, chega.
Hoje, foi a última vez que assisti a este prograna da Sic-N.Já tinha reparado, com algum desgosto, que Clara Ferreira Alves,sem dúvida o elemento mais lúcido, se estava a realinhar com interesses corporativos.
Hoje, ouvi um dos restantes bobos engasgar-se com a palavra "ignomínia" proferida por Sócrates na entrevista de MST. Um triste arremedo de ignorância.
Parecem todos umas velhas catequistas do Estado Novo, eles e a tropa fandanga das comentadeiras e jornaleiras que gritam: O MENINO MENTIU!
Para mim, chega.
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Parábola das "escutas" com vernáculo
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Sim, já sabemos que não contêm qualquer ilícito criminal, as suas conversas privadas, ao telemóvel, durante 6 meses, indevidamente espiadas. Mas, já agora é de grande interesse nacional e patriótico saber se chamou puta a alguém, ou mandou alguém para o caralho.
Nota: Depois de ver o Programa "Prós & Contras", lembrei-me dos Juízes dos Tribunais Plenários e dos "crimes contra a segurança do Estado".
Gente sinistra.
Sim, já sabemos que não contêm qualquer ilícito criminal, as suas conversas privadas, ao telemóvel, durante 6 meses, indevidamente espiadas. Mas, já agora é de grande interesse nacional e patriótico saber se chamou puta a alguém, ou mandou alguém para o caralho.
Nota: Depois de ver o Programa "Prós & Contras", lembrei-me dos Juízes dos Tribunais Plenários e dos "crimes contra a segurança do Estado".
Gente sinistra.
domingo, 13 de setembro de 2009
Pérolas de (in)cultura
Manuela Ferreira Leite é uma catástrofe a todos os níveis.(Programa "Eixo do Mal", SIC-N)
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Mais um triste espectáculo. Mais umas gafes leitistas para animar a campanha: desde a hostilidade parola e cavernícola ao nosso vizinhp ibérico, inmadmissível num membro da CE, até aquela de "matar os pais para ser orfão".
Ouvi hoje, na SIC, que a dita senhora fez a Instrução Primária em casa. Que só foi para aulas no Secundário. Que o pai não a deixou ir para Medicina (devia ser impróprio para raparigas, desse tempo...) e que a obrigou a ir para Economia.
Deve ter sido uma criança e uma jovem muito infeliz e marcada por rígida educação. Isso vê-se.
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esta imagem perlífera foi colhida no SIMplex.
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Indecente!
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Que a velha catatua fale em "asfixia " ou prisão de ventre, para disfarçar o vácuo e conservadorismo de ideias ou a voracidade das privatizações, ainda se entende; agora o sr. Jerónimo, herdeiro de uma nobre tradição de luta clandestina contra garrotes ditatoriais, pôr-se a ajudar à missa, é repugnante.
Sócrates instituiu debates quinzenais no Parlamento, como nenhum PM tinha feito antes, abrindo-se aos desafios da Oposição. Bateu-se pela Lei da IVG. E foi o único PM que o fez, nesta nação pindérica, que produz catatuas F. Leite e hipócritas encartados, ditos de esquerda.
Só um grande democrata o poderia ter feito, como efectivamente fez.
Que a velha catatua fale em "asfixia " ou prisão de ventre, para disfarçar o vácuo e conservadorismo de ideias ou a voracidade das privatizações, ainda se entende; agora o sr. Jerónimo, herdeiro de uma nobre tradição de luta clandestina contra garrotes ditatoriais, pôr-se a ajudar à missa, é repugnante.
Sócrates instituiu debates quinzenais no Parlamento, como nenhum PM tinha feito antes, abrindo-se aos desafios da Oposição. Bateu-se pela Lei da IVG. E foi o único PM que o fez, nesta nação pindérica, que produz catatuas F. Leite e hipócritas encartados, ditos de esquerda.
Só um grande democrata o poderia ter feito, como efectivamente fez.
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
Os "pilares da sociedade" ou a inconsciência da bruxa-má
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Um dos argumentos mais enjoativos do discurso de Manuela Ferreira Leite, no encerramento da universidade estival(?) para jótinhas foi aquele, de que o governo actual "minou os pilares da sociedade: o casamento e a famíkia".
Desde os bons tempos da União Nacional, que não se ouvia uma formulação do pensamento conservador, tão claramente retrógrada e desfazada da consciência europeia actual, das sociedades civis.
É voz corrente, que quem só sabe de Economia, nem de Economia sabe. E parece que MFL e os seus acólitos, não sabem de muito mais coisas.
Por exemplo, que provieram de gente "que minou os pilares da sociedade", nomes como:
Sá de Miranda, Camilo Castelo Branco, Eça de Queirós, Camilo Pessanha, Florbela Espanca, Irene Lisboa, Eugénio de Andrade e muitos edecetras importantes para o país e para o mundo.
Olha se os progenitores não tinham minado "os pilares" da sociedade???????
Isto para já não referir D. João I, primeiro da dinastia de Aviz e pai da "Ínclita Geração". Ah, e ia-me esquecendo do Santo Condestabre, filho de uma numerosa prole do Prior do Hospital....
Se os "pilares" não tivessem sido "minados", Portugal seria outro.
Para o bem e para o mal.
Não aturar esta senhora e a sua naftalina encefálica, seria um enorme BEM.
Um dos argumentos mais enjoativos do discurso de Manuela Ferreira Leite, no encerramento da universidade estival(?) para jótinhas foi aquele, de que o governo actual "minou os pilares da sociedade: o casamento e a famíkia".
Desde os bons tempos da União Nacional, que não se ouvia uma formulação do pensamento conservador, tão claramente retrógrada e desfazada da consciência europeia actual, das sociedades civis.
É voz corrente, que quem só sabe de Economia, nem de Economia sabe. E parece que MFL e os seus acólitos, não sabem de muito mais coisas.
Por exemplo, que provieram de gente "que minou os pilares da sociedade", nomes como:
Sá de Miranda, Camilo Castelo Branco, Eça de Queirós, Camilo Pessanha, Florbela Espanca, Irene Lisboa, Eugénio de Andrade e muitos edecetras importantes para o país e para o mundo.
Olha se os progenitores não tinham minado "os pilares" da sociedade???????
Isto para já não referir D. João I, primeiro da dinastia de Aviz e pai da "Ínclita Geração". Ah, e ia-me esquecendo do Santo Condestabre, filho de uma numerosa prole do Prior do Hospital....
Se os "pilares" não tivessem sido "minados", Portugal seria outro.
Para o bem e para o mal.
Não aturar esta senhora e a sua naftalina encefálica, seria um enorme BEM.
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
Uma maqiavélica parvoíce
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(...)
«Custa a acreditar, mas Paulo Rangel, eurodeputado e membro do inner circle de Manuela Ferreira Leite, numa atitude que só pode ser entendida como de desautorização de Marques Mendes, afirmou, citando Maquiavel, que não podemos confundir ética com política. Não é extraordinário? Tudo isto se passou ontem numa das sessões da Universidade de Verão do PSD, onde, na véspera, o antigo líder do partido voltara a insistir na necessidade de separar as águas (a propósito da surpreendente inclusão de arguidos nas listas do partido). Por muito que os costumes da tribo o desmintam, Rangel não pode torcer os valores, afirmando que ética e política são dissociáveis. Um desabafo no Snob, às 4 da manhã, percebe-se. Numa prédica institucional em vésperas de eleições, é alarmante. Claro que Rangel não é obrigado a ler Maquiavel. Eu, por exemplo, nunca li Kurt Gödel. Mas também não o cito.Estas guerras do Alecrim e Manjerona são reveladoras da desorientação do PSD. Pretender que a política se reduz à arte de manipular (como, em certa medida, sucedeu no século XVI), dá bem a medida da renovação do maior partido da oposição.»
colhido no blogue "Da Literatura".
(...)
«Custa a acreditar, mas Paulo Rangel, eurodeputado e membro do inner circle de Manuela Ferreira Leite, numa atitude que só pode ser entendida como de desautorização de Marques Mendes, afirmou, citando Maquiavel, que não podemos confundir ética com política. Não é extraordinário? Tudo isto se passou ontem numa das sessões da Universidade de Verão do PSD, onde, na véspera, o antigo líder do partido voltara a insistir na necessidade de separar as águas (a propósito da surpreendente inclusão de arguidos nas listas do partido). Por muito que os costumes da tribo o desmintam, Rangel não pode torcer os valores, afirmando que ética e política são dissociáveis. Um desabafo no Snob, às 4 da manhã, percebe-se. Numa prédica institucional em vésperas de eleições, é alarmante. Claro que Rangel não é obrigado a ler Maquiavel. Eu, por exemplo, nunca li Kurt Gödel. Mas também não o cito.Estas guerras do Alecrim e Manjerona são reveladoras da desorientação do PSD. Pretender que a política se reduz à arte de manipular (como, em certa medida, sucedeu no século XVI), dá bem a medida da renovação do maior partido da oposição.»
colhido no blogue "Da Literatura".
sábado, 22 de agosto de 2009
O power-point e o teleponto...
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« [Propuseram-me mudar] a forma de falar, de contar as coisas, a forma de dizer, para eu falar com power-point... coisas desse estilo. (...) Eu sei que muitas vezes – eu e muitas outras pessoas, se calhar – digo frases que não serão bem aquelas que deviam ser ditas... ou que não conjugo o verbo exactamente como deve ser... Só que eu não estou com as frases decoradas – quando se está com as frases decoradas ou se tem o power-point à frente, nada falha, mas, em compensação, perde-se em naturalidade e eu acho que as pessoas que nos estão a ouvir falam de forma natural, não falam com frases feitas, não falam com power-point para não se enganarem. Todos nós nos enganamos (...) – eu prefiro ser como sou do que transformar-me. »
Manuela Ferreira Leite, na entrevista à RTP.»
« [Propuseram-me mudar] a forma de falar, de contar as coisas, a forma de dizer, para eu falar com power-point... coisas desse estilo. (...) Eu sei que muitas vezes – eu e muitas outras pessoas, se calhar – digo frases que não serão bem aquelas que deviam ser ditas... ou que não conjugo o verbo exactamente como deve ser... Só que eu não estou com as frases decoradas – quando se está com as frases decoradas ou se tem o power-point à frente, nada falha, mas, em compensação, perde-se em naturalidade e eu acho que as pessoas que nos estão a ouvir falam de forma natural, não falam com frases feitas, não falam com power-point para não se enganarem. Todos nós nos enganamos (...) – eu prefiro ser como sou do que transformar-me. »
Manuela Ferreira Leite, na entrevista à RTP.»
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
"M" de Medíocre
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A piroseira habitual, mais os costumeiros sofismas de meia-tijela, de um descaramento simolório.Fiquei a saber que falar "naturalmente" é ter dificuldades de expressão e dar pontapés nas concordâncias verbais. O político, que no passado, nomeou esta senhora, ministra da educação, devia envergonhar-se. Em resumo:-é revoltante e ridículo ver uma senhora da Direita pacóvia e invertebrada, falar em "asfixia democrática"... Devem ser sintomas da sua falta de oxigenação cerebral.
-nada haverá de novo: nem programa, nem cálculo de cenários e probabilidades e modos possíveis de os defrontar.
-Obras públicas, só remendar hospitais e escolas e outras "proximidades".
De resto é o vazio enfeitado com os cómodos e convenientes "valores pessoais" de não falar na "roubalheira" dos seus confrades. Em contrapartida tem o desplante de dizer que Santana é muito melhor que Costa, para Lisboa. Pena que os seus "valores" não cheguem para não fazer campanha ad homoinem, nem adoptar argumento de suspeição e parlapatices de "asfixia" baseados em "sentimentos".
Esta senhora é um perfeito e raso equívoco. Confesso que, como ela, dantes falava pouco, nem imaginava que fosse tão medíocre
E que se esteja a revelar tão nociva para um planeamento sério do que aí vem..
A piroseira habitual, mais os costumeiros sofismas de meia-tijela, de um descaramento simolório.Fiquei a saber que falar "naturalmente" é ter dificuldades de expressão e dar pontapés nas concordâncias verbais. O político, que no passado, nomeou esta senhora, ministra da educação, devia envergonhar-se. Em resumo:-é revoltante e ridículo ver uma senhora da Direita pacóvia e invertebrada, falar em "asfixia democrática"... Devem ser sintomas da sua falta de oxigenação cerebral.
-nada haverá de novo: nem programa, nem cálculo de cenários e probabilidades e modos possíveis de os defrontar.
-Obras públicas, só remendar hospitais e escolas e outras "proximidades".
De resto é o vazio enfeitado com os cómodos e convenientes "valores pessoais" de não falar na "roubalheira" dos seus confrades. Em contrapartida tem o desplante de dizer que Santana é muito melhor que Costa, para Lisboa. Pena que os seus "valores" não cheguem para não fazer campanha ad homoinem, nem adoptar argumento de suspeição e parlapatices de "asfixia" baseados em "sentimentos".
Esta senhora é um perfeito e raso equívoco. Confesso que, como ela, dantes falava pouco, nem imaginava que fosse tão medíocre
E que se esteja a revelar tão nociva para um planeamento sério do que aí vem..
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