terça-feira, 13 de outubro de 2009

Inédito

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Sala Provisória

Nunca se sabe
quando estamos num lugar
pela última vez. Numa casa
que vai ser demolida, numa sala
provisória que vai encerrar, num velho
café que mudará de ramo, numa
página marcada e jamais reaberta, numa
canção demasiado gasta, num
abraço tornado irrepetível, numa
porta a que não voltaremos.

I. L.

4 comentários:

Dan disse...

Oi Inês,

Avida passa leva a transformações, assim tudo é provisória. Os caminhos infinitos do viver.
Mais uma linda poesia, obrigado.


Abraços

Victor Oliveira Mateus disse...

Muito triste e ao mesmo tempo ...(verdadeiramente) belo.

Um abraço, Inês.

jose albergaria disse...

Abraço grande,
J.A.

magnohlia disse...

Belo e a condizer com o meu estado de espírito.