Mostrar mensagens com a etiqueta Eugénio de Andrade. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Eugénio de Andrade. Mostrar todas as mensagens
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Eugénio de Andrade (19 de Janeiro de 1923 - 13 de Junho de 2005)
Sobre o Caminho
Nada
nem o branco fogo do trigo
nem as agulhas cravadas na pupila dos pássaros
te dirão a palavra
Não interrogues não perguntes
entre a razão e a turbulência da neve
não há diferença
Não colecciones dejectos o teu destino és tu
Despe-te
não há outro caminho
Eugénio de Andrade, in Véspera da Água
Nota: Todos os anos me lembro deste aniversário. Todos os novembros vou lá pôr uma orquídea, das que nascem no meu terraço.
terça-feira, 25 de maio de 2010
A tecer o coração de uma cereja
_________________
Acordar, ser na manhã de abril
a brancura desta cerejeira;
arder das folhas à raiz
dar versos ou florir desta maneira.
Abrir os braços, acolher nos ramos
o vento, a luz, ou o que quer que seja;
sentir o tempo, fibra a fibra.
a tecer o coração de uma cereja.
- A uma cerejeira em flor, Eugénio de Andrade, em As Mãos e os Frutos, 1948
Acordar, ser na manhã de abril
a brancura desta cerejeira;
arder das folhas à raiz
dar versos ou florir desta maneira.
Abrir os braços, acolher nos ramos
o vento, a luz, ou o que quer que seja;
sentir o tempo, fibra a fibra.
a tecer o coração de uma cereja.
- A uma cerejeira em flor, Eugénio de Andrade, em As Mãos e os Frutos, 1948
Etiquetas:
Eugénio de Andrade,
poemas
Subscrever:
Mensagens (Atom)

