quinta-feira, 15 de outubro de 2020

FEIRA DO LIVRO DO PORTO 2020

POETAS RESIDENTES na FLP 2020

«Nas palavras de João Gesta, programador das Quintas de Leitura, são duas poetas "lucipotentes", que tudo iluminam. Ambas nascidas no Porto, respetivamente em 1942 e 1984, configuram "nomes inevitáveis no universo literário português".»

terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

OS PECADOS PREDILECTOS

 

Os pecados predilectos, tendo como subtítulo poemas escolhidos, é uma antologia da poeta portuguesa Inês Lourenço, organizada e posfaciada por Ronaldo Cagiano, consagrado escritor e poeta brasileiro, e recebeu prefácio do escritor António Carlos Cortez. Abrange poesia publicada entre 1980 e 2017, correspondente a 12 livros e duas revistas literárias de referência, publicados em Portugal. O antologiador intitulou o seu posfácio de “Breve inventário de um percurso poético e existencial”, a que acrescentou biografia e bibliografia e “Excertos da fortuna crítica”. Os poemas antologiados revelam o labor poético de mais de 35 anos, incluindo todas as temáticas versadas nesta poética como: a infância, a identidade feminina, a magnífica destreza dos animais, a temporalidade e o telúrico, a cidade natal, as diversas artes, as faces do amor, a consciência da mortalidade, e também sobre os limites e deslimites da escrita poética.

--> Inês Lourenço é uma das melhores poetas portuguesas. Com a discrição de quem prefere guardar distância dos arruídos, paróquias e quermesses literárias, é uma escritora que desfruta de grande respeito e acolhida da crítica em sua trajetória de quase 40 anos de publicações, pelo inegável valor estético de sua bibliografia. Vive no Porto, onde, após estudos superiores de Linguística e Literatura, se dedica a diversas iniciativas no campo da poesia, tanto no plano da escrita como no da edição de publicações periódicas. Em plena efervescência criativa, é uma escritora respeitada e bem resenhada. Sua antologia, organizada pelo poeta Ronaldo Cagiano, foi indicada para integrar a Série Lusofonia pelo poeta, professor e crítico António Carlos Cortez, um entusiasta de sua obra e autor de 'O tempo exacto', 'Corvos Cobras Chacais' e 'Poética com dicção', também publicados pela editora Jaguatirica.
 

quarta-feira, 31 de julho de 2019

CÃO CELESTE #13

(De Lechitiel)

(VI)

Não ofereçais aos poetas mais palavras,
não sabem o que fazer delas.
Os poetas não temem a dor:
estão sempre lá, na hora do adeus,
num limbo sem tempo
onde a morte não existe
nem a vida.
Não ofereçais aos poetas o coração,
não vos amarão:
velam, noite e dia,
o despojo ausente do corpo amado
na câmara ardente
do vazio de amor.
Não tenteis salvar os poetas,
não vos seguirão:
por vós não deixarão o inferno,
porque sonham comovê-lo
e assim reaver das chamas
tudo o que lhes foi negado.


ANDREA BASSANI
[Trad. de José Carlos Soares e Serena Cacchioli]

pág. 9, Junho 2019 Direcção de Inês Dias e Manuel de Freitas, coordenação gráfica de Luís Henriques

terça-feira, 16 de julho de 2019

ÚLTIMAS REGRAS

Em Últimas Regras abre-se novamente aos leitores o universo poético de Inês Lourenço retomando a fórmula iniciada em Ephemeras (Companhia das Ilhas, 2012), onde se conjugam a prosa poética, a micro-narrativa e a tonalidade mordaz e ácida característica da autora. in Companhia das Ilhas

Os riscos de compor no feminino

"Os riscos de compor no feminino: a presença oculta das mulheres compositoras na história da música ocidental”. Tema da conferência do musicólogo RUI VIEIRA NERY, na abertura do 40º Festival Internacional de Música da Póvoa de Varzim.
No passado dia 6 de Julho, no Cine-Teatro Garrett.

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

PEDRO & INÊS - Palavras Vivas

15 Poetas Contemporâneos
Organização e prefácio de António Carlos Cortez
Ed. Caleidoscópio, 2018

terça-feira, 26 de junho de 2018

MIRCEA CARTARESCU *


(...)
'Qual é o objecto mais valioso do mundo?', perguntam a um mestre zen. 'Um gato morto - responde ele - pois ninguém lhe poderá dar um preço'. A poesia é o gato morto no mundo de consumismo, hedonista e mediático, em que vivemos. Não se pode imaginar uma presença mais ausente, uma grandeza mais humilde, um terror mais doce. Ninguém lhe pode pôr um preço e, contudo, não existe nada mais valioso. Só a encontramos nas livrarias se temos a paciência de chegar às últimas filas das prateleiras. (Cartarescu, Mircea. El ojo castaño de nuestro amor)
Mas a poesia é muito mais do que livros abandonados em estantes recônditas, é um verdadeiro sentido. Mais à frente, Cartarescu desenvolve essa mesma ideia: "No entanto, humilhada e dissolvida no tecido social, quase desaparecida como profissão e como arte, a poesia continua a ser omnipresente e ubíqua como o ar que nos envolve. Pois antes de ser uma fórmula e técnica literária, a poesia é um modo de vida é uma maneira de olhar o mundo."


in PARALAXE, Afonso Cruz, JL de 20 de Junho de 2018

*Poeta, ficcionista e ensaísta romeno (Bucareste, 1956)

quinta-feira, 26 de abril de 2018