terça-feira, 21 de março de 2017
quinta-feira, 16 de março de 2017
AGUSTINA BESSA-LUÍS
"Sendo eu escritora, estou pronta a divagar sobre os assuntos que vêm ter comigo. Eles têm mais força do que eu. Ainda que se apresentem como pobres, esperam que eu nos seus andrajos não me engane. E descubra oiro que trazem às mãos cheias, porque tudo o que é humano é auxiliar da glória."
in Pensadora entre as coisas pensadas, 2009
in Pensadora entre as coisas pensadas, 2009
quarta-feira, 8 de março de 2017
Dia de Eva
Hoje é dia de evocar a primordial Eva e agradecer-lhe a tentação e a maçã. Se não fosse ela, ainda estávamos naquela pasmaceira do Paraíso, indistintos dos bichos e das plantas. Da sua tentação descendemos nesta hora, escrevendo numa Língua, utilizando uma tecnologia com janelas para o mundo e sabendo...que há vida e morte.
Etiquetas:
Dia Internacional da Mulher
segunda-feira, 16 de janeiro de 2017
TESTAMENTO
Se já não te puderes virar na cama
porque maleitas e ossos te impedem. Sequase inerte és apenas um escoadouro de soros. Se jazes
entre fezes e urina ou sequer sem forças para as expelir. Se tudo
te custa desde respirar e já só um torpor injectável
te torna indistintos os dias e as noites com imagens cada vez
mais enubladas em vozes e ruídos descarnados, exige
que respeitem a casa do teu ser, corpo
onde habitaste o teu tempo de vida. Deixem-no
fechar as portas e janelas serenamente
sem um dédalo de fios e tubos a enredá-lo
na sua merecida caminhada para um limpo nada.
quinta-feira, 22 de dezembro de 2016
segunda-feira, 21 de novembro de 2016
Apresentação na Livraria Flâneur, Porto
Três fotos da apresentação do meu último livro "O Jogo das Comparações", ed. Companhia das Ilhas, no passado sábado, 19 de Novembro. Na mesa: José Manuel Teixeira da Silva, Inês Lourenço, André Domingues.
Etiquetas:
Lançamento literário
quarta-feira, 9 de novembro de 2016
Eleições americanas 2016
"Oito anos, um preto na Casa Branca e agora uma mulher?" Os USA, por intermédio dos seus eleitores mais xenófobos, misóginos, homofóbicos, matarruanos de poucas letras, que nem sabem onde fica o Iraque nem o Vietnam, onde tantos dos seus morreram, essa gente catapultou para a presidência do país mais influente do mundo, uma simiesca personagem, que mercê dos seus biliões e dos seus dislates subiu ao pódio. Afinal não valeu de nada ao Comité Nobel travestir um cantor de protesto de autor de obra poética assinalável, porque os seus compatriotas se estiveram nas tintas para isso.
quarta-feira, 5 de outubro de 2016
segunda-feira, 12 de setembro de 2016
sexta-feira, 26 de agosto de 2016
O burkini e as mulheres de Atenas
É de uma grande hipocrisia ou então de profundo desconhecimento histórico, apelar à "liberdade" de mulheres fortemente condicionadas na sua cultura por submissões antiquíssimas e regimes teocráticos. Leva-se a estupidez a ponto de comparar as embiocadas senhoras, quase sempre ao lado de companheiros da mesma nacionalidade livremente vestidos à ocidental, a surfistas, mergulhadores, pessoas com patologias de pele, etc.
Como se diz, já dei mui...tas vezes para este peditório das infames desigualdades de género. Mas irrita-me sempre constatar que o pessoal de ocidente não quer entender o largo fosso entre a liberdade individual e os arcaicos condicionalismos de certas culturas que desaguam entre nós. Já se sabe que houve coisas mais relevantes para as mulheres, como o direito a voto, a entrada nas universidades, o controle da própria fecundidade; mas, os símbolos são importantes, como seja a evolução do vestuário e outras simbologias presentes no nosso quotidiano.
Voltando à canção, também em Atenas, o tal sítio da invenção da democracia, as mulheres não tinham quaisquer direitos políticos, como os escravos e os metecos, e estavam confinadas ao gineceu. Mas isto foi 500 anos AC.
Subscrever:
Mensagens (Atom)


