terça-feira, 16 de outubro de 2012

domingo, 7 de outubro de 2012

Leonard Cohen


Aleluia (Versão original de estudio)



Chelsea Hotel

Take This Waltz

(sobre poema de Garcia Lorca)

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Princípio fundamental da Política

"O que a todos diz respeito, por todos deve ser decidido" (aprovado nas Cortes de Coimbra de 1385, a nossa primeira Constituição escrita).

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Acordai!


Música: Fernando Lopes Graça

Poema: José Gomes Ferreira

Interpretação: Coro de Câmara Lisboa Cantat

terça-feira, 18 de setembro de 2012

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Elegia para um dia inicial


“Esta é a madrugada que eu esperava
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo.”

 SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN
 


 

 

Esperavas aquela madrugada do dia inicial, inteiro e limpo. Contigo esperavam milhões de vidas reprimidas, emigrações a salto, vítimas de toda a caterva de leis iníquas, perversamente retorcidas para limitarem consciências e horizontes. Contigo esperavam os colonizados mais antigos do século, os jovens estropiados, os desertores conscientes, os que seriam mobilizados, os  que ainda iriam nascer. Largas estantes de livros censurados, quilómetros de película por projectar nos ecrás, beijos e abraços por dar nas ruas, clamores em uníssino nas praças. Abriram-se, de novo, os sítios de debate, sinistramente fechados e o direito de ser laico, humano e provisório, liberto de todos os pecados originais de ter nascido.

 

Ainda bem, Sophia,  que já não podes assistir a esta lepra que garrotou a nossa nova noite e este ruído de chacais e abutres que invade foruns e parlamentos, os velhos areópagos da nação. Uma nova tirania nos sufoca, com novos súbditos dela a aniquilar o povo. Leio e releio, sei decor o teu poema. Já não creio num outro dia inicial. Mas ainda acredito que virás buscar os momentos que não passaste ao pé do mar e que nos cabe a nós que esse teu e nosso mar de navegações e naufrágios seja de novo o limite líquido de uma nação, onde possamos livres habitar a substância do tempo.

 

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

JEAN-CLAUDE RISSET / Sofia Lourenço, piano

Duos pour une pianiste


(8 Sketches+ 1 World Premiere)   - Part 2



NOTA:

Eight sketches: duet for one pianist This is probably the first piano "duet" for a single pianist: in addition to the pianist's part, a second part is played on the same piano - an acoustic piano, with keys, strings and hammers - by a computer which follows the pianist's performance. This requires a special piano - here a Yamaha Disklavier - equipped with MIDI input and output. On this piano, each key can be played from the keyboard, but it can also be activated by electrical signals: these signals trigger motors which actually depress or release the keys. Each key also sends out information as to when and how loud it is played. The information to and from the piano is in the MIDI format, used for synthesizers. A Macintosh computer receives this information and sends back the appropriate signals to trigger the piano playing: the programming determines in what way the computer part depends upon what the pianist plays. In these eight sketches, I have tried to explore and demonstrate different kinds of live interaction between the pianist and the computer.

1. Double.
2. Mirrors.
3. Extensions.
4. Fractals.
5. Stretch.
6. Resonances.
7. Up Down.
8. Metronomes. This "duet for one pianist" was realized in 1989 as I was was composer in residence in the Music and Cognition Group, Media Laboratory; M.I.T., thanks to a grant of the Massachusetts Council of the Arts. It was implemented with the real-time program MAX written by Miller Puckette at M.I.T. and at IRCAM. I acknowledge the highly dedicated and competent help of Scott Van Duyne.

The sketches, recorded by Jean-Claude Risset at MIT, appear on CD "Electro-Acoustic Music III", Neuma 450-87 (with works by Saariaho, Karpen, Nelson & Fuller). Jean-Claude RISSET

WORLD PREMIERE_ REFLECTIONS (9th Sketch)
ded. to Sofia Lourenço

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Manuel de Freitas - JUKEBOX 3


PHILIPPE HERREWEGHE, 2010

Chovia muito, mas não serei eu a afirmar
que as últimas notas (Lux aeterna)
faziam da própria morte uma certeza branda.

Até porque a dor impediu um amigo meu
de sair esta noite, até porque sabemos todos que
o amor não é, infelizmente, a única doença incurável.

Nisso, pelo menos, concordamos os três com Mozart (e com Leonard Cohen). Quase nem parecemos tristes,
saltando de poça em poça, esperando como única estrela

a luz verde de um táxi qualquer em que possamos,
de mãos dadas, esquecer os pecados deste mundo.

Teatro de Vila Real Edição, 2012.

domingo, 5 de agosto de 2012